Mês da consciencialização da luta contra o cancro da próstata
Se o mês de outubro é dedicado à saúde da mama, no mês de novembro, o foco vira-se para a consciencialização da saúde do homem, muito em especial, a prevenção e diagnóstico precoce do cancro da próstata.
De acordo com a DGS (2022) estima-se que em Portugal, durante o ano 2022, tenham surgido 7.529 novos casos de cancro da próstata. É o tumor mais frequente nos homens e a terceira causa de morte oncológica em Portugal. Em média, um em cada seis homens será diagnosticado com cancro da próstata ao longo da sua vida. Estes números são considerados muito elevados e podem ser facilmente controlados com uma prevenção eficaz e um diagnóstico precoce.
A próstata é uma glândula com uma dimensão semelhante à de uma noz e em conjunto com as vesiculas seminais, é o órgão responsável por produzir o sémen.
Existem vários fatores de risco associados ao desenvolvimento do cancro da próstata, dos quais se destaca:
- A idade: Mais de 70% dos cancros detetados afetam homens com idade superior a 65 anos;
- Fatores genéticos: Os homens que tenham um familiar com cancro da próstata têm uma maior probabilidade de sofrer desta doença, principalmente quando diagnosticada antes dos 60 anos. Quanto maior o número de familiares próximos com cancro da próstata, maior o risco de sofrer desta doença;
- Fatores hormonais: alguns estudos indicam que há fatores hormonais que contribuem para o desenvolvimento de cancro da próstata;
- Fatores ambientais: A poluição e a exposição a algumas substâncias químicas e fertilizantes, podem estar na origem do desenvolvimento do cancro. Por outro lado, existem estudos que realçam, que dietas ricas em frutas e em vegetais podem ter um efeito protetor e que o consumo habitual de alimentos ricos em gorduras animais pode aumentar o risco de desenvolvimento de cancro da próstata. O défice de vitamina D e o consumo de álcool poderão, também, ser fatores prejudiciais, apesar de ainda não estar cientificamente provado. Também comportamento sexual, a exposição a testosterona, a obesidade e inflamação crónica são habitualmente apontados como sendo eventuais fatores de risco para o desenvolvimento da patologia. No entanto, não existe até à data, evidência suficiente para recomendar alterações do estilo de vida.
O desenvolvimento do cancro da próstata, normalmente, caracteriza-se por uma evolução lenta e por vezes silenciosa, ou seja, assintomática. Os sintomas podem demorar anos até se tornar evidente, e por vezes, só se manifestam em fases muito avançadas da doença.
Quando presentes, os sintomas podem estar relacionados com a obstrução criada pela própria glândula:
- Dificuldade em urinar;
- Aumento da frequência em urinar;
- Incontinência urinária;
- Sangue na urina/sémen.
Em casos de doença avançada, os sintomas são mais gerais:
- Dores ósseas;
- Edemas dos membros inferiores;
- Astenia;
- Quebra do estado geral;
- Entre outros.
A deteção precoce ou rastreio oportuno consiste na realização de uma avaliação voluntária por iniciativa da própria pessoa “check-up”. O rastreio é, então, realizado através do toque retal e pelo doseamento PSA total que se obtém através de uma análise de sangue.
Como em todas as doenças oncológicas, o diagnóstico precoce é fundamental para a obtenção de melhores resultados no tratamento e no aumento da sobrevivência e por consequente, menor probabilidade de morte.
Apostar na prevenção e no diagnóstico precoce do cancro da próstata, parece ser hoje, a melhor arma, mas muitas vezes, a dificuldade passa, por transmitir de uma forma assertiva e eficaz a mensagem á população. Por isso mesmo, a capacitação da população ganha cada vez mais relevância. É primordial, que se aposte na intervenção em saúde em contexto laboral, local cada vez mais relevante e privilegiado para fomentar a promoção da saúde.
“Não existe melhor cura que a prevenção”
Sandro kretus
Enfermeira Patrícia Ribeiro (nº ordem: 52143) a desempenhar funções desde 2005 no IPO-Porto e desde 2008 a desempenhar funções de gestão na Medilogics SA. Especialista em Enfermagem Medico Cirúrgica desde 2011 e com competências acrescidas no âmbito da Enfermagem Oncológica desde 9/2023 e da Enfermagem do Trabalho desde 11/2023.
Bibliografia
https://www.ligacontracancro.pt/novembroazul/
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Site: https://nvidas.pt/home/

Enfermeira Patrícia Ribeiro (nº ordem: 52143) a desempenhar funções desde 2005 no IPO-Porto, Especialista em Enfermagem Medico Cirúrgica desde 2011 e com competências acrescidas no âmbito da Enfermagem Oncológica desde 9/2023 e da Enfermagem do Trabalho desde 11/2023.
Entidade Emitente Ordem dos Enfermeiros.
Enfermeira responsável Grupo Medilogics SGPSSA.


